O mundo dos Queen está cheio de pequenas curiosidades e histórias por vezes desconhecidas, tentando contar algumas dessas histórias o que trazemos agora é um Mini-FAQ-Queen adaptado do site de música Whiplash. Quais são as datas e locais de nascimento dos membros da banda? Fredderick Bulsara nasceu a 5 Setembro de 1946, na cidade africana de Zanzibar. Brian May nasceu a 19 Julho de 1947, na região rural de Twickenham, Inglaterra. Roger Meddows Taylor nasceu a 26 Julho de 1949, em Kings Lynn, Inglaterra. John Richard Deacon nasceu a 19 Agosto de 1951, na cidade inglesa de Leicester. Quais são as maiores influências musicais dos membros dos Queen? Freddie Mercury tinha um delicado e apurado gosto por música de ópera, hábito que adquiriu com sua família. Contudo, posteriormente, Freddie descobriu ao fim da adolescência o som mágico dos Beatles, a profundidade da carreira solo de John Lennon, e o ritmo contagiante de Little Richard, Elvis era também um grande ídolo de Freddie Mercury. Brian May é um devoto do Heavy Metal, com direito a acordes fascinantes e solos complicados. Eric Clapton, Jeff Beck, Beatles e principalmente Jimmy Hendrix foram seus maiores ídolos de juventude. Mais tarde, durante a década de setenta e meados de oitenta, Brian demonstrou uma admiração cada vez mais crescente pelo som dos Black Sabbath. Diga-se de passagem que Brian May e Tony Iommi são grandes amigos. Roger Taylor nutre gostos voltados para Rock Progressivo e Punk Rock. Na juventude, ouvia bastante Beatles (posteriormente passou a gostar da carreira solo de John Lennon.), The Who e Yardbirds. Mais tarde Roger começou a ouvir bandas punk como os Offspring, Bruce Springsteen é também um artista que Roger gosta bastante. John Deacon tinha um grande interesse pelo som dos Yes, contudo, chegou a admitiu gostar muito de Soul e, mais posteriormente Dance. Mais tarde, John passou a acompanhar a carreira solo de Paul Mccartney. De que bandas fez parte cada membro antes dos Queen? Roger Tatlor e Brian May (em conjunto com o baixista Tim Stafell) fizeram parte dos Smile, banda que chegou a gravar um álbum e dar alguns concertos. Mas, apesar de terem ganho alguma fama, os desentendimentos entre Brian e Stafell aliados a algumas dificuldades levaram os Smile a acabarem. Os Smile acabariam por vir a ser a banda embrião dos Queen. Freddie fez parte de uma banda chamada Wreckage, na juventude gravou um álbum sob o pseudónimo de Larry Lurex, mas que não teve sucesso no mercado. Qual o significado do nome Queen? Essa é, ironicamente, uma pergunta a qual a banda nunca respondeu com clareza. Contudo, supõe-se (através de diversas pistas deixadas por eles mesmos.) que os motivos sejam os seguintes: Muitas bandas tinham um nome relativo à palavra "King" (rei) e talvez, tentando então inovar, a banda resolveu denominar-se "Queen" (rainha). É um facto comprovado que Freddie tinha um respeito e uma admiração muito grande pela realeza e, em algumas canções e entrevistas, ele chegou-se também denominar-se uma rainha. Queen é um nome de fácil pronúncia, soa bem e seu significado é conhecido em diversos países, como o próprio baterista Roger Taylor afirmou. Os menos informados afirmam que o nome Queen se deve à homossexualidade de Freddie Mercury (algo como "Drag Queen") contudo nem os próprios membros da banda se dispuseram a comentar este disparatado boato. Existiu alguma vez uma espécie de guerra de egos entre Freddie e o resto da banda? Sim, diversas vezes. O facto de Freddie se destacar demais sempre foi uma dor de cabeça, no início da banda, para Brian e Roger, John não se importava com isso. Tanto que no começo, cada um cantava a música que escreveu. Esse facto irritou Freddie, e levou-o a escrever muitas músicas e, logo, cantá-las e reinvidicar seu cargo de vocalista fixo. Uma das discussões mais feias entre os membros dos Queen ocorreu durante as sessões de gravação do álbum "The Works". Conta-se que o clima de guerra de egos era tanto que cada membro chegou a sair dos Queen diversas vezes, felizmente, com o tempo eles amadureceram e esqueceram a ideia de combate interno, tanto que, nos últimos álbuns (mais precisamente de 1989 prá frente) as canções não eram assinadas por um membro específico, mas sim pela banda inteira, fortificando assim os laços de união entre os membros. John Deacon alguma vez chegou a sair dos Queen para formar outra banda? Não exactamente. Sabe-se que quando os Queen fizeram a banda sonora do filme Highlander, John juntou-se a uma banda chamada "The Immortals". Contudo, eles só gravaram uma música, terminando a banda logo em seguida. Se John Deacon planeava abandonar os Queen e desistiu, essa é uma dúvida que permanece até hoje... Quando morreu Freddie Mercury? Freddie Mercury em 24 de Novembro de 1991. É curioso o facto de Freddie ter anunciado ao público que era seropositivo exactamente um dia antes da sua morte. Outras curiosidades sobre os Queen... - A banda conta que os seus concertos no Rock In Rio em 1985 foram os melhores da carreira, comparáveis inclusive aos espetáculos que dados em Wembley. - Na abertura do primeiro concerto no Rock In Rio em 1985 Freddie entrou em palco com um sutiã de plástico de dois seios gigantes. O público foi ao delírio. - A cor preferida de Freddie Mercury era o amarelo, enquanto que branco é a cor predilecta de Brian May. - Os membros da banda costumavam viajar em aviões separados, para que no caso de algum deles morrer num acidente, os restantes continuassem com a banda. -Freddie chegou a participar em belíssimos espectáculos de balé entre 70 e 80. - Roger Taylor afirmou diversas vezes nutrir um ódio muito grande por seitas evangélicas, por induzirem os seus fiéis a actos constrangedores, além de lhes privarem de livre arbítrio, destruindo assim as suas vidas. - John Deacon foi o integrante da banda que escreveu menos músicas em toda a sua carreira; por volta de dez no total. Algumas bandas/artistas influenciadas pelos Queen: Angra - Contam eles que sua admiração pelos Queen se deve principalmente ao início da carreira, ao vocal de Freddie e à guitarra de Brian May. Dream Theater - Chegaram mesmo a fazer uma cover de Bohemian Rhapsody em alguns concertos.

Extreme - Chegaram mesmo a ser "apadrinhados" pelos Queen. Foo Fighters – Em especial Taylor Hawkins, o baterista é um super fã dos Queen, o músico teve inclusivamente um projecto musical com Roger Taylor. A banda por diversas vezes já tocou músicas dos Queen, inclusivamente com Brian e Roger em palco. Guns N' Roses - Em especial Axl e Slash, ambos por diversas vezes já afirmaram ter os Queen como uma das suas maiores referências. Metallica - Em especial Lars Ulrich. A banda tem a sua versão de Stone Cold Crazy. Mika – Os Queen são uma das suas bandas favoritas. Tem Freddie como uma das suas maires influências. Freddie Mercury é inclusivamente referido na letra de Grace Kelly. Muse – A banda afirmou ter os Queen como influencia, e em muitos dos seus temas é notória essa influência. The Darkness – A banda sempre afirmou ter os Queen como uma grande influência, Justin Hawkins tem tatuado nos dedos as figuras dos Queen no álbum Hot Space, Ruffus Taylor (filho de Roger) é o actual baterista da banda.



A banda que conquistou o mundo, com hits como Bohemian Rhapsody, I Want To Break Free, Innuendo entre tantos outros temas, graças a um sem número de estilos ao longo da sua carreira, conseguiu influenciar inúmeros artistas e bandas de variados quadrantes musicais. Caso disso é o vocalista e guitarrista Max Cavalera (M.C.), um dos grandes nomes do Metal, fundador dos Sepultura, Soufly e Cavalera Conspiracy. Max em entrevista à revista Metal Hammer (M.H.) revelou como um concerto dos Queen em 1981 mudou para sempre sua vida. Por toda a importância que consideramos ter Max Cavalera, passamos a reproduzir parte da entrevista, em que este aborda a influência dos Queen na sua vida.


M.H. - Qual foi o primeiro álbum que compraste? M.C. - Foi o ‘Live Killers’ dos Queen. Eu acho que tinha uns 11 anos de idade na altura. Estávamos 1981 e os Queen vieram ao Brasil para tocar em São Paulo. Um primo nosso levou-me a mim e ao Igor (irmão e baterista original dos Sepultura) para o concerto, e nós adoramos – ficámos doidos! No dia seguinte, fui até uma loja para tentar encontrar alguma coisa dos Queen, e encontrei uma fita cassete de ‘Live Killers’. Igor comprou ‘Alive’, dos Kiss também. Essas foram as duas fitas cassete que tínhamos no começo, e nós as ouvíamos sem parar. Alguns anos depois, esse mesmo primo apresentou-nos Ramones, Ozzy Osbourne e Accept. Na verdade, até houve uma vez que ele andava a tentar fazer com que eu me endireitasse e fosse um bom rapaz, então ele chantageou-me e disse que se eu cortasse meu cabelo, daria-me o disco que eu quisesse. Eu queria ‘Ride The Lightning’, dos Metallica, e acabei por cortar o cabelo por uma cópia, mas o cabelo cresceu de novo, e eu fiquei com o LP, então valeu a pena. No Brasil, dizemos que ‘se cabelo fosse importante, não cresceria na bunda! ’ Haha! Mas os Queen foram a primeira banda que eu descobri, eu sempre gostei de Queen. Não havia nada que aquela banda não pudesse fazer – eles faziam de tudo! E vê-los no auge em 1981 foi demais. “ M.H. - Qual foi o primeiro single que compraste na vida? M.C. - Isso foi depois, e eu acho que foi ‘Haunting The Chapel’, o EP dos Slayer. Tu tens que tocar os singles a 45 rpm, certo? Mas nós o tocávamos a 33 e o som ficava lento, tipo Venom! Era incrível! Um amigo nosso levantou a lebre, ‘Eu acho que vocês estão a usar mal essa coisa’ e nós mudamos para 45 rpm e ficou ainda melhor. ‘Chemical Warfare’ ainda é uma de minhas canções favoritas de todos os tempos. “ M.H. - Qual foi o primeiro concerto que assististe? M.C. - Foi esse dos Queen em São Paulo em 1981. Nós não gostávamos de música antes daquilo – ramos mais interessados por futebol. Mas aquele espetáculo dos Queen mudou tudo porque tinha a energia do futebol, mas com algo a mais, que era o rock. Pra mim aquilo era muito empolgante, e aquele concerto mudou minha vida. No Brasil, naquela época, só havia um concerto internacional por ano, e depois que dos Queen terem vindo, vieram os The Police, Van Halen e Kiss. Eu não vi nenhum deles, mas eu vi os Queen. Eles foram os pioneiros do rock de arena, e Freddie Mercury era o mestre. Ele simplesmente sabia como controlar o espetáculo e fazer com que a plateia dissesse o que ele queria. Ele tinha carisma, voz, ele tinha tudo, meu; foi uma merda quando ele morreu. Eu sempre respeitei muito os Queen.


Em Junho de 1981, a revista Rolling Stone escreveu um artigo altamente crítico sobre a tour sul-americana dos Queen daquele ano. Roger Taylor resolveu responder, num saco para vómito de um avião, ao referido artigo, de uma forma crítica altamente mordaz. Passamos agora a transcrever a resposta.


Incrédulo, chocado e a dormir, enquanto leio a vossa "história" sobre os Queen na América do Sul. Sou um membro desse grupo e extremamente orgulhoso da sua história e da sua música.

Eu nem sequer escrevo à minha mãe, já que a palavra escrita parece valer menos, hoje em dia, em detrimento do telefone e de publicações como a vossa e o National Enquirer. A vossa atitude à 1970, combinada com uma natural incompreensão do rock and roll, continua a fascinar-me e a irritar-me.

Obrigado pela vossa desonestidade pessoal que continua a ensombrar a vossa opinião retrograda. Obrigado também pela maravilhosa avaliação da minha banda, através do nosso soud-check.

Cresçam! Vocês inventaram o rancor. Tenho pena de vocês. Vocês não prestam! São aborrecidos e tentam envenenar-nos. Aguardo a vossa charmosa revisão do meu actual álbum, daqui a 8 meses. Roger Taylor. Londres, Inglaterra

Esta carta foi escrita num saco para vómito, de um avião.