Max Cavalera e os Queen

23 Jan 2018

 

A banda que conquistou o mundo, com hits como Bohemian Rhapsody, I Want To Break Free, Innuendo entre tantos outros temas, graças a um sem número de estilos ao longo da sua carreira, conseguiu influenciar inúmeros artistas e bandas de variados quadrantes musicais.

Caso disso é o vocalista e guitarrista Max Cavalera (M.C.), um dos grandes nomes do Metal, fundador dos Sepultura, Soufly e Cavalera Conspiracy.

Max em entrevista à revista Metal Hammer (M.H.) revelou como um concerto dos Queen em 1981 mudou para sempre sua vida.

Por toda a importância que consideramos ter Max Cavalera, passamos a reproduzir parte da entrevista, em que este aborda a influência dos Queen na sua vida.

 

M.H. - Qual foi o primeiro álbum que compraste?

M.C. - Foi o ‘Live Killers’ dos Queen. Eu acho que tinha uns 11 anos de idade na altura. Estávamos 1981 e os Queen vieram ao Brasil para tocar em São Paulo. Um primo nosso levou-me a mim e ao Igor (irmão e baterista original dos Sepultura) para o concerto, e nós adoramos – ficámos doidos! No dia seguinte, fui até uma loja para tentar encontrar alguma coisa dos Queen, e encontrei uma fita cassete de ‘Live Killers’. Igor comprou ‘Alive’, dos Kiss também. Essas foram as duas fitas cassete que tínhamos no começo, e nós as ouvíamos sem parar. Alguns anos depois, esse mesmo primo apresentou-nos Ramones, Ozzy Osbourne e Accept. Na verdade, até houve uma vez que ele andava a tentar fazer com que eu me endireitasse e fosse um bom rapaz, então ele chantageou-me e disse que se eu cortasse meu cabelo, daria-me o disco que eu quisesse. Eu queria ‘Ride The Lightning’, dos Metallica, e acabei por cortar o cabelo por uma cópia, mas o cabelo cresceu de novo, e eu fiquei com o LP, então valeu a pena. No Brasil, dizemos que ‘se cabelo fosse importante, não cresceria na bunda! ’ Haha! Mas os Queen foram a primeira banda que eu descobri, eu sempre gostei de Queen. Não havia nada que aquela banda não pudesse fazer – eles faziam de tudo! E vê-los no auge em 1981 foi demais. “

M.H. - Qual foi o primeiro single que compraste na vida?

M.C. - Isso foi depois, e eu acho que foi ‘Haunting The Chapel’, o EP dos Slayer. Tu tens que tocar os singles a 45 rpm, certo? Mas nós o tocávamos a 33 e o som ficava lento, tipo Venom! Era incrível! Um amigo nosso levantou a lebre, ‘Eu acho que vocês estão a usar mal essa coisa’ e nós mudamos para 45 rpm e ficou ainda melhor. ‘Chemical Warfare’ ainda é uma de minhas canções favoritas de todos os tempos. “

M.H. - Qual foi o primeiro concerto que assististe?

M.C. - Foi esse dos Queen em São Paulo em 1981. Nós não gostávamos de música antes daquilo – ramos mais interessados por futebol. Mas aquele espetáculo dos Queen mudou tudo porque tinha a energia do futebol, mas com algo a mais, que era o rock. Pra mim aquilo era muito empolgante, e aquele concerto mudou minha vida. No Brasil, naquela época, só havia um concerto internacional por ano, e depois que dos Queen terem vindo, vieram os The Police, Van Halen e Kiss. Eu não vi nenhum deles, mas eu vi os Queen. Eles foram os pioneiros do rock de arena, e Freddie Mercury era o mestre. Ele simplesmente sabia como controlar o espetáculo e fazer com que a plateia dissesse o que ele queria. Ele tinha carisma, voz, ele tinha tudo, meu; foi uma merda quando ele morreu. Eu sempre respeitei muito os Queen.

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