Queen The Greatest | EP 38: O Solo de Guitarra


(foto de: Richard Gray. © Queen Productions Ltd)


Queen The Greatest: uma celebração de 50 dos maiores momentos da história dos Queen até agora.


Uma série de 50 semanas no YouTube que celebra os momentos-chave da história dos Queen lembrando-nos o porquê da banda e da sua música continuarem a ser amadas em todo o mundo.


Uma das pedras angulares do som dos Queen, Brian May e a sua lendária guitarra Red Special são parte integrante de qualquer canção ou actuação da banda. Aqui Brian revela como constrói os seus solos únicos ao vivo.


O Queen The Greatest desta semana celebra assim uma das pedras angulares de qualquer canção ou actuação dos Queen, O Solo de Guitarra.


Entre as muitas coisas que tornam os Queen tão distintos está o som extraordinário da guitarra caseira de Brian May. Através da eclética variedade de estilos da banda, a agora lendária Red Special demonstrou uma vasta matriz sonora e actos de génio melódico tão destacadas em canções tão distintas como Tie Your Mother Down, Killer Queen ou These Are The Days Of Our Lives.


Foi uma característica marcante da música da Queen de que a banda se orgulhava, e por isso, sem surpresa, tornou-se rapidamente um elemento estabelecido das actuações ao vivo da banda em todo o mundo e na maioria das ocasiões especiais, incluindo a lendária actuação de Brian no telhado do Palácio de Buckingham em 2002, no Live Aid, na cerimónia de encerramento dos Jogos Olímpicos de 2012...e mais além.


O uso notável do delay de Brian criou uma parte especial em cada espectáculo dos Queen, devido em parte, como este explica, à sua evolução ao longo dos anos de digressão.


Brian May: "O solo de guitarra, é uma mistura. Já o tinha feito tantas vezes, nessa altura, que há certas coisas que sei que serão boas coisas para se tentar, mas basicamente é improvisado. Mas há certas coisas que estarão sempre lá, porque funcionam. Tive de ser muito cuidadoso porque pode cair-se numa armadilha. Se algo funciona bem e se recebes uma boa resposta, a tendência é continuar a fazer o mesmo, mas as coisas não funcionam assim.


É preciso levá-lo ao seu auge natural e depois deixar ir e experimentar outra coisa porque as coisas tornam-se repetitivas. É preciso continuar a inovar e oferecer algo inédito ao público.


Por vezes fartava-me disso. Por vezes, eu reduzia-o e não queria fazer tudo, e às vezes o ambiente era o certo e seguia em frente e era óptimo."


Quando os Queen regressaram às digressão nos anos 2000, primeiro com Paul Rodgers, e agora com Adam Lambert, os solos de guitarra voltaram a evoluir, e continuam até hoje a produzir um momento mágico que é único em cada actuação.


O solo crescente e melódico de Brian May em Bohemian Rhapsody foi recentemente nomeado pelos leitores da Total Guitar como o maior solo de guitarra de todos os tempos. Na altura em que recebeu o prémio, Brian May foi questionado sobre qual seria o solo que tinha em maior consideração. A resposta foi o seu solo em Killer Queen, sucesso dos Queen em 1974. "Sempre foi um dos meus favoritos", disse Brian à revista. "Foi algo um pouco mais complexo, uma aventura em colocar harmonias de guitarra no solo".


Para os interessados em saber mais sobre a relação histórica de Brian com a sua guitarra construída à mão, o guitarrista publicou recentemente uma versão actualizada do seu livro Red Special co-escrito com Simon Bradley. As adições incluem 2 capítulos totalmente novos e um capítulo actualizado.