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Os 40 anos do álbum The Works

Queen

Hoje passam 40 anos do lendário disco The Works dos Queen, álbum onde encontramos os êxitos planetários Radio Ga Ga e I Want To Break Free, que ajudaram a moldar a música na 2ª metade dos 80’s e o próprio já de si vasto e rico catálogo da banda. Em vez de uma resenha do disco, fácil de encontrar na net, celebremos as quatro décadas de The Works com as sensações ao ouvir o mesmo. Deixo as minhas, esperando as vossas nas caixas de comentários.


The Works

The Works é um álbum urgente e decisivo na carreira dos Queen… Mesmo quando era um adolescente e não sabíamos o que se passou nos bastidores, a comparação com Hot Space é inevitável. Há quem defenda esse disco, pois marca um certo experimentalismo da banda. Outros, a maioria, detesta-o, pois soa a tudo menos a Queen. A sensação que tive ao ouvir The Works a primeira vez foi de familiaridade (tal como muitos, fui introduzido à banda com o GH ll). Hot Space era alienígena, The Works era um lavar do palato… E Radio Ga Ga logo a abrir deu esse conforto. Não são os mesmos Queen de Somebody To Love ou Seaside Rendez-Vous, mas é a evolução constante dessa sonoridade.


Roger Taylor disse-o, e nota-se, The Works é feito para agradar aos fãs. É um esforço evidente, democrático de agradar a toda a gente. A nós e a eles próprios. As músicas são feitas notoriamente para incorporar a excentricidade pop/rock dos Queen, sem grande preocupação temática ou de fios condutores, por oposição a Hot Space. Aliás, é impossível olhar estes dois álbuns em separado. Um foi um risco desmedido, o outro é quase um ato de contrição e de paz para com os fãs. "Let’s give them the works", rezam as lendas Queenianas, foi dito por Taylor para arrancar com este disco, de modo a enterrar de vez o passado e os rumores do fim dos Queen. E hoje se ouvirmos The Works, à luz do que sabemos, tudo faz sentido. As músicas escolhidas, o alinhamento e até quem escreveu o quê…


Queen

The Works foi então o "back to the drawing board". Músicas como Tear It Up ou Hammer To Fall soavam àquele bom e velho rock, regados afora com as sensibilidades dos 80s, ótimas para rebentar ao vivo. I Want To Break Free era outra fenomenal excentricidade que só Queen sabia fazer. Colorida, dançável, “cantável” e única! E aquele vídeo foi inesquecível. E havia um outro triunfo em A Hard Life, que soava a uma espécie de Somebody To Love versão 84. Uma das melhores músicas de Freddie. Sim ou Não? Para mim, YES! Outras músicas, como Keep Passing the Open Windows, Man The Prowl ou Machines, sendo claramente músicas menores, davam um colorido diferente ao disco, aquele ecletismo de géneros, que a banda sabia tão bem fazer. Por fim, Is This The World We Created ...? Balada poderosa, sentimental e com mensagem.


The Works

Tudo em The Works soa a Queen playing it safe, é verdade. Mas podemos ler outra coisa no disco. Depois do arraso que a banda levou, péssimas críticas ao disco e artigos a colocarem a banda como irrelevante, lançar um disco com tantas pérolas é obra! IWTBF e Radio Ga Ga foram número 1 em vários países (incluindo Portugal) e 3 e 2, respetivamente, no Reino Unido. O álbum em si foi nº 2 (foi o 14º em performance anual em 84) no Reino Unido e top 10 na maior parte da Europa. Platina no Reino Unido e Ouro nos EUA. Nada mau…


Obviamente, que a redenção completa ainda não chegara. Essa viria só em meados de 85, com o Live Aid, onde Radio Ga Ga foi absolutamente fundamental, ao gerar reações similares à dos clássicos dos 70’s. O comeback foi completo aí.


The Works:

1. Radio Ga Ga (Roger Taylor)

2. Tear it Up (Brian May)

3. It's a Hard Life (Freddie Mercury)

4. Man on the Prowl (Freddie Mercury)

5. Machines (Or 'Back to Humans') (Brian May / Roger Taylor)

6. I Want to Break Free (John Deacon)

7. Keep Passing the Open Windows (Freddie Mercury)

8. Hammer to Fall (Brian May)

9. Is This the World We Created ...? (Freddie Mercury / Brian May)

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