Queen The Greatest | EP 48: Queen nos Filmes - Take 3: Bohemian Rhapsody


Queen The Greatest: uma celebração de 50 dos maiores momentos da história dos Queen até agora.


Uma série de 50 semanas no YouTube que celebra os momentos-chave da história dos Queen lembrando-nos o porquê da banda e da sua música continuarem a ser amadas em todo o mundo.


Queen The Greatest Episódio 48. Queen nos cinemas- Take 3: Bohemian Rhapsody

Em 2018, o tão esperado filme biográfico, Bohemian Rhapsody, chegou aos ecrãs de cinema e tomou as bilheteiras de assalto. O filme não só estabeleceu novos recordes e teve um sucesso incrível nas cerimónias de entrega de prémios, como também apresentou a música intemporal dos Queen a uma nova geração de fãs.


Rami Malek: "Esta é uma banda que foi revolucionária e continua a sê-lo. Trata-se de ser o mais autêntico possível, e os Queen são um exemplo de excelência do que é ser inclusivo, e penso que é disso que o mundo realmente necessita neste momento".


Anunciado pela primeira vez em Setembro de 2010 como um filme "centrado nos anos de formação da banda que antecederam o aparecimento dos Queen até ao histórico concerto no Live Aid, em 1985, quando a banda tomou o evento de assalto", o público teria de esperar até Outubro de 2018 para ver a história dos Queen nos ecrãs de cinema. A esmagadora resposta a nível mundial confirmaria que a espera tinha de facto valido a pena.


O Queen The Greatest desta semana traz a terceira parte do Queen nos cinemas - e desta vez com o êxito do cinema Bohemian Rhapsody.


Em 2018, o filme Bohemian Rhapsody foi lançado com muita expectativa, e tomou literalmente a bilheteira do mundo inteiro de assalto, estabelecendo um novo recorde para o filme biográfico com maior número de vendas de bilheteira de todos os tempos.


Mas a jornada até esse ponto não tinha sido fácil, com a ideia a demorar quase uma década a ser finalmente concretizada...


Brian May: "Estávamos um pouco relutantes no início porque, sabem, é difícil fazer um filme que fizesse justiça ao Freddie. E o que aconteceu ao longo dos anos, porque nos foi muito sugerido, o que aconteceu foi que nos apercebemos que se não nos envolvêssemos, outra pessoa o iria fazer, e então não seria possível proteger o tipo de legado de Freddie".


Roger Taylor: "Penso que muitas pessoas, elas pensam no Freddie, e os media tendem a pensar, 'Oh, exuberante', o que quer que seja, sabem? E lembram-se dele por outras coisas, e tendem a esquecer-se de que ele era um músico brilhante. Penso que o filme transmite bem o facto de o Freddie ter sido um verdadeiro, verdadeiro grande músico".


Brian May: "Todos nós sentimos que queríamos retratar a humanidade de Freddie, retratá-lo como um ser humano, como diz Roger, como um músico. E tinha de ser autêntico, e não tinha de ser demasiado indulgente, tinha de ser algo que se conseguisse ver, e, penso que Freddie diria que, em primeiro lugar, tinha de ser divertido. E penso que se tem de rir, tem que se chorar, e acredito que as pessoas irão fazer isso neste filme".


Brian May: "Fazer o casting ao Rami (Malek), no papel de Freddie, deixou-nos completamente espantados, logo na primeira vez em que o conhecemos. Vimos o Freddie nele e pudemos sentir a sua paixão, e foi tudo construído à volta disso, penso eu".


Rami Malek: "No início pensei que seria muito assustador ser aquele artista extremamente livre e audacioso que estava em palco, que transcendia tudo na música. E então pensei: "OK, há lá um ser humano com quem eu me podia conectar ". Assim, só precisava de descobrir como esse ser humano com todas essas excentricidades e pensamentos confusos poderia ser tão ousado e arrojado em palco".


Brian May: "Só o pudemos ver em plena personagem naquele primeiro momento em que as câmaras começaram a gravar o Live Aid. Ambos descemos para o ver, e foi, não sei qual é a palavra, simplesmente deu-nos arrepios na espinha porque a recriação do local e de tudo o que lá havia, incluindo os bastidores, era perfeita (...) E depois estes rapazes chegam e são nós. E eles começaram logo pelo mais difícil. Isto foi como chegar ao auge e fazer este enorme espectáculo logo no início das gravações, o que é duro, mas eles sabiam perfeitamente o que tinham de fazer".


Roger Taylor: "Eles aproximaram-se muito de nós, quer dizer, visualmente e como atores, o que fez com que para nós fosse particularmente assombroso vê-los. Depois de vermos algumas vezes, começámos completamente a acreditar 'ah, aquilo somos nós...oh não, não somos. São outras pessoas'. Mas, fenomenal".


Além de estabelecer novos recordes de bilheteira para um filme biográfico, o Bohemian Rhapsody ganhou quatro Óscares, incluindo o de Melhor Actor por Rami Malek, que também recebeu o Globo de Ouro, o Screen Actors Guild e os prémios BAFTA pela sua interpretação de Freddie.


Contudo, ainda mais importante, introduziu uma nova geração de fãs aos Queen, que começaram a descobrir a sua música pela primeira vez. A banda sonora oficial do filme alcançou as dez primeiras posições dos tops em vinte e cinco países, durante 2018/2019, tornando-se um dos álbuns mais vendidos pelo Queen em quase 40 anos e a sua segunda melhor posição na tabela de álbuns nos EUA.


Rami Malek: "Eu quero que todos fiquem a conhecer os Queen. A música é tão poderosa. As letras são tão poderosas. São universais. E penso, sabem, não sei se os Queen alguma vez quiseram ser social ou politicamente conscientes nas suas músicas, mas, não o podem evitar. Quer dizer, esta é uma banda que foi revolucionária e continua a sê-lo. Trata-se de ser o mais autêntico possível, e os Queen são um exemplo de excelência do que é ser inclusivo, e penso que é disso que o mundo realmente necessita neste momento".


Próxima semana: Uma Década de Queen + Adam Lambert - Parte 1



Fonte: Queen Online